Minha amiga foi para um casamento ontem. Ela disse que foi um casamento lindo, de frente para o mar. Ela fala muito desta amiga dela que casou. Ela disse que foi a pessoa responsável por esta união (o comidão) e se sentiu no direito de ser a madrinha, mesmo o casamento não tendo padrinhos e madrinhas. Ela é meio louca, mas a gente aceita porque amigo é pra estas coisas (agüentar maluquice faz parte do pacote).
Depois da cerimônia, começaram a servir as bebidas e comidas e ela começou a beber bastante, esquecendo da hora do buquê. Mulher tem destas, não é? Acha que será a próxima a casar por conta de um buquê, mas a história da minha amiga é mais profunda. Vamos começar:
Um belo dia, anos atrás, minha amiga estava em num outro casamento. Ela namorava há 3 anos, estava muito feliz e achava que o namorado seria o homem da vida dela. Eles tinham vários planos de vida; um deles era casar. Na hora da noiva jogar o buquê, ela estava na linha de frente das desesperadas pensando: “se eu pegar este buquê, dá para adiantar o nosso casamento”. Na hora da contagem, ela se posicionou de goleira e se jogou na frente de uma mulher para pegar este buquê. Quase toma um tombo, mas conseguiu. Ficou muito feliz com a conquista, não sabendo ela a praga que a menina que não pegou o buquê rogou – A PRAGA DO DEDO PODRE.
Obs: para quem não conhece, a “praga do dedo podre” é uma espécie de maldição que atinge 50% das mulheres do mundo. Quando elas adquirem esta praga, automaticamente, qualquer homem que está perto delas passa a não prestar mais. Pode ser uma mistura de Brad Pitt com o Papa. Vai virar: cachorro, michê, açougueiro, o que for. Não importa a macumba que façam, ela só desaparece com outro feitiço.
Voltando ao casamento atual: na hora da noiva jogar o buquê, a minha amiga teve a sensação de que a sua vida iria mudar. Mais uma vez, estava ela na frente do mulherio insano, preparando-se para o pênalti. A noiva, após várias brincadeiras, jogou o buquê…
TRILHA SONORA: Carruagem de fogo
TOMADA 1: Câmera lenta fechando na minha amiga.
Ela pegou o buquê, quebrando, automaticamente, o feitiço maligno jogado pela outra mulher. A “praga do dedo podre” ficou presa ao buquê que a noiva jogou. Alívio. Ela estava livre.
De repente, quando ela estava virando para comemorar, uma mulher atacou-a ferozmente (hehehehe), desesperada pelo prêmio. Minha amiga não sabia o que fazer. Ela ia avisar para a mulher da praga, mas, sem querer ouvir e atacando bravamente a minha amiga, roubou-lhe o buquê, levantando e sorrindo diante da sua vitória e da sua, ainda desconhecida, sina.
Horas depois, minha amiga, praticamente em estado de latência mental, bêbada, conversando animada e feliz com todos da festa, encontrou o noivo da “vencedora”. Ela teve pena, mas ficou em silêncio, atestando o futuro que a vida reservava a estes dois.
Ao acordar, ela só conseguiu suspirar aliviada porque um novo futuro a esperava. Abraçou a privada e contou toda a história do dia anterior para ela. A privada e ela ficaram muitos minutos a se olhar, sem saber o que dizer uma para a outra.
E esta foi mais uma linda história que acabou bem. Pelo menos para minha amiga.
Observação para a garota de vermelho: Não fica chateada com a história não. Minha amiga deseja para todas o que ela deseja para ela mesma. Pode ter certeza de que você será muito feliz, com ou sem buquê. heheheheh. No final, você saiu com ele na mão e rendeu uma história a mais para o blog.
Esta história é dedicada a uma das minhas melhores amigas, Renata, e ao seu marido, Katia Flávia. Vocês serão muito felizes juntos. Amo vocês demais!!!



